ONU MULHERES
A violência contra a mulher no Brasil cresce cada dia mais. Em 2024, atingimos o maior número de feminicídios da história: 1.492 vítimas. Não o bastante, a mídia usa a voz passiva em cerca de 79,2% das notícias sobre esses crimes, uma ferramenta de linguagem que foca na vítima ao invés do agressor. Escrever “Uma mulher é morta” ao invés de “Um homem matou uma mulher", faz com que o culpado desapareça. Com isso, esses crimes se tornam notícias sem sujeito e a responsabilidade some.
Idea: para ir direto na raíz do problema, a ONU Mulheres criou o projeto Voz Ativa, um movimento para mudar como as notícias sobre violência contra a mulher são escritas. Quando o agressor aparece na frase, a responsabilidade aparece junto. Trocando a voz passiva pela voz ativa, as manchetes param de esconder quem cometeu o crime e começam a revelar quem é o culpado, transformando a linguagem em uma ferramenta de responsabilização.
Execução: começamos o movimento através de jornalistas relevantes nas redes sociais e, logo, o público começou a comentar e apoiar a ação. A conversa foi ganhando tração até que chegou em programas de TV em rede nacional, um deles na segunda maior emissora do Brasil, SBT. Enquanto isso, começamos a ver mudança nas manchetes, o que nos ajudou a chegar no nosso objetivo: atingir a educação. Com o apoio da Estácio em suas redes, somamos mais de 800 mil alunos impactados. Ao formar jornalistas e comunicadores usando a voz ativa, conseguimos mudar essa realidade a longo prazo.